Tratamentos de Fertilidade - Qual é a eficiência?

Conheça, detalhadamente, os 4 tipos de tratamentos de fertilização. E veja, ainda, qual desses 4 é o melhor. A idade pode influenciar bastante. Confira!

Existem, atualmente, quatro tipos de tratamentos de fertilização disponíveis para as “futuras, ou não”, mamães que tentam a tanto tempo e, sem sucesso, não alcançam a gravidez. Os nomes dos tratamentos são: relação programada, a inseminação artificial intrauterina, a fertilização in vitro (FIV) “clássica” e a fertilização in vitro com injeção intracitoplasmática de espermatozoide (ICSI).

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Cada um dos tratamentos tem o seu devido grau de complexidade. Ou em outras palavras, grau de eficiência. Os mais caros, como sempre, elevam as chances da mulher conseguir engravidar. Os mais caros, neste caso, são: Fertilização in vitro (FIV) clássica e fertilização in vitro com injeção intracitoplasmática de espermatozoide (ICSI).

Relação sexual programada

A relação sexual programada é a forma mais simples de engravidar, entretanto, as chances de obter sucesso, dependendo da saúde e idade da mulher, são menores. Este tipo de fertilização começa através de uma correta e detalhada avaliação do que pode impedir o nascimento da gestação. Neste método simples e básico de reprodução assistida, a paciente será submetida a medicações e ultrassonografias transvaginais. Dentro desse tratamento de relação sexual programa, o médico indicará um outro tratamento conforme a idade e os resultados obtidos através dos exames aos quais ela será submetida.

O tratamento começa a partir da estimulação ovariana, através do uso de medicamentos a base de hormônios. É muito importante citar, também, que ele não acontece em qualquer período do mês, mas sim nos primeiros dias do ciclo menstrual. Para fazer o acompanhamento da evolução dos folículos, a paciente deverá visitar a clínica periodicamente, onde será submetida ao exame citado no parágrafo anterior: ultrassonografias transvaginais. Através deste exame, o médica saberá o momento certo para marcar a relação sexual programada.

Inseminação artificial intrauterina

A inseminação artificial intrauterina, ou simplesmente inseminação artificial, é um método de fertilização de baixa complexidade. Esse tratamento é mais avançado que o anterior, pois ele consiste em depositar espermatozóides, criteriosamente selecionados, no interior do útero da paciente. A seleção dos espermatozóides prioriza o recolhimento dos espérmas morfologicamente mais normais e móveis. Em termos mais simples: A seleção é feita pela aparência externa dos espermatozóides, sempre levando em conta os, esteticamente, mais normais e, saudavelmente, os que mais se movimentam.

 O tratamento via insemininação artificial intrauterina acontece, praticamente, da mesma forma que o tratamento da relação sexual programada, mudando poucos detalhes. No início, a paciente será submetida a um determinado tipo de medicação que irá estimular a produção ovariana. Da mesma forma que acontece na fertilização in vitro (FIV), a mulher deverá visitar a clínica periodicamente para o exame de ultrassonografia transvaginal. Através deste exame, o médico fará um diagnóstico para saber qual será o melhor momento para inserir os espermatozóidos no útero da paciente.

Fertilização in vitro (FIV) “clássica”

As chances de um tratamento de fertilização in vitro (FIV) darem certo, resultando em uma gravidez de sucesso, estão entre 25 a 55%,  por tentativa. Na verdade, essa porcentagem é referente a uma mulher com até 35 anos. Depois dos 40 anos, as chances começam cair bastante, mas após os 42 elas despencam bruscamente! A FIV é feita através da remoção de vários óvulos do ovário, que são removidos após uma indução da ovulação com medicamentos. A remoção é feita através da vagina, onde o médico é orientado através das imagens obtidas pelo ultrassom (ultrassonografia) endovaginal.

Os óvulos que foram removidos do ovário da paciente são fecundados com os espermatozóides do parceiro dela, ou mesmo de um doador. Logo após o médico fazer acompanhamento microscópico desses embriões, é feita uma transferência de não mais que três para o útero da paciente.

No geral, as chances podem chegar a 60%. Mas neste caso, a idade da paciente e/ou qualidade embrionária é quem definirão essas porcentagens.

A fertilização in vitro (FIV) “clássica” é bastante recomendada para pacientes com lesão tubária, mas pode gerar ótimos resultados em mulheres que sofrem de endometriose, sempre levando em conta o estado de sua saúde e idade.

Fertilização in vitro com injeção intracitoplasmática de espermatozóide (ICSI)

Com a ICSI as chances de engravidar chegam a casa dos 56%, por tentativa, levando em conta, principalmente, a idade. O início do tratamento é o mesmo de todos os outros 3 citados, mas ainda mais semelhante com a FVI, ou seja, começa a partir da estimulação ovariana, com o principal objetivo de aumentar o crescimento de folículos maduros. Os óvulos da paciente são aspirados através de um procedimento que é feito através de uma agulha acoplada em uma sonda de ultra-som vaginal.

Ao contrário da FIV, que coloca milhares de espermatozóides para nadarem em volta do óvulo e, somente um, penetrar e fertilizar ele, a  ICSI, através de uma micropipeta, perfura a parede do óvulo e deposita o espermatozóide lá dentro. E é graças a este método que cerca de 50 a 60% dos óvulos injetados apresentam fertilização, com possível formação de embrião em 60 a 80% das vezes.

Após esse procedimento, é realizada a incubação do óvulo fertilizado em um período que pode durar entre 2 a 6 dias. Ao fim desse período, é realizada, finalmente, a transferência de embriões para o útero materno, através de um fino e pequeno cateter flexível.

* O ICSI é um dos tratamentos de fertilização mais eficientes! Além disso, é o que mais vem ganhando destaque na medicina


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